Projeto El Águila – A Cidade do Futuro de US$ 500 Milhões de Dólares no Uruguai: Como Será Esse Projeto Ambicioso


Imagina só: um terreno de 238 hectares em Atlântida, aquele balneário charmoso na Costa de Oro, no Uruguai. Pois é ali que vai nascer o El Águila, um dos projetos urbanos mais ambiciosos do país nos últimos tempos.

A ideia é assinada pela Kopel Sánchez, uma empresa de arquitetura comandada por Sebastián Sánchez e Fabián Kopel, que se juntou ao Estudio Luis E. Lecueder para tocar esse plano. O investimento total? Pode chegar a US$ 500 milhões ao longo de 20 anos. Dinheiro que vem, aliás, quase todo de investidores uruguaios (95% do capital é local).

A proposta é criar uma nova centralidade na região metropolitana de Montevidéu, mas com um conceito bem diferente do que a gente vê por aí. A ideia é construir uma “cidade do futuro”: flexível, integrada à cidade existente, com muito espaço público, sustentabilidade e qualidade de vida.

Um projeto que mistura tudo (e se adapta ao tempo)
Diferente de outros empreendimentos, aqui o desafio não é atrair moradores do zero. A região já é cheia de gente que mora em Atlântida, Salinas, Parque del Plata e outros lugares. Muita gente inclusive viaja todo dia pra Montevidéu a trabalho. O El Águila quer justamente oferecer mais opções perto de casa: moradia fixa, casas de veraneio, comércio, hotéis, escritórios, espaços de lazer e até centros de inovação.

Uma das coisas mais interessantes é que o projeto não tem um “programa fechado”. Sabe por quê? Porque o mundo muda muito rápido. Como explica Sánchez: “Há três anos quase ninguém falava de inteligência artificial e hoje ela tá transformando tudo. Querer definir agora como vai ser um desenvolvimento daqui a dez anos não faz sentido.”

A ideia é justamente essa: criar uma estrutura que possa se adaptar às mudanças tecnológicas, no trabalho e na sociedade. É a incerteza virando flexibilidade, algo que já é tendência em projetos urbanos liderados por grandes empresas de tecnologia lá fora.

Aberto, integrado e sustentável
Longe de ser um condomínio fechado ou uma bolha isolada, o El Águila quer se misturar com a cidade. A malha urbana vai ser aberta, com calçadões, praças, espaços públicos e comércio ao ar livre. Aquele visual de rua viva, que convida a caminhar e a se encontrar.

Ah, e o entorno natural vai ser preservado. O terreno tem desníveis com vista pro mar, ravinas e áreas verdes – tudo isso vai ser integrado ao projeto com critérios de sustentabilidade.

Quanto vai custar e quando começa?
A compra do terreno já custou entre US$ 20 milhões e US$ 26 milhões. Somando a infraestrutura da primeira etapa, o investimento inicial gira em torno de US$ 50 milhões. No total, ao longo de 20 anos, o negócio pode chegar a US$ 500 milhões.

Mas calma, não vai acontecer da noite pro dia. A ideia é fazer tudo de forma progressiva, etapa por etapa, tomando decisões conforme o contexto pedir. Antes disso, o projeto precisa ser aprovado por órgãos como a Intendência de Canelones e ministérios do governo uruguaio. A expectativa é que as licenças saiam em cerca de um ano e meio. Depois disso, em mais uns dois anos, começam as obras.

Uma oportunidade pra região
Pra quem vive perto, pra quem quer sair de Montevidéu ou pra empresas que buscam se instalar onde as pessoas estão, o El Águila chega como uma grande oportunidade. Nas palavras de Sánchez: “É um projeto pensado pro longo prazo, pra acompanhar as transformações na forma de viver, trabalhar e se relacionar.”

O futuro já tem endereço: Atlântida, Uruguai.